No Bailado das Quimeras

No Bailado das Quimeras

Nas penumbras de uma noite fria
Escorria um tempo de paz
Sobre a pena leve e solta
Nas linhas sem temporais

Deixava toda e qualquer teoria
Morrer em memórias ancestrais
Trazia a imagem que vai e volta
Dançando cascatas e espirais

Era parte de uma miragem feiticeira
Vestida com manto mágico
Sorrindo para o poeta
Soprando alguns presságios

De luz criativa fazia-se esteta
Dos versos latentes, breviário
E na noite deitava em poesia
Sob a vigília das suas estrelas

O sono não chegava, nem ele queria
Preferia bailar entre quimeras
Até amanhecer bem claro
Pelas frestas de sua janela.

Juleni Andrade e Wasil Sacharuk

Inspiraturas