Malleus Maleficarum

Malleus Maleficarum

Eu não havia jurado
coisa alguma
sou agora julgado
por heresia
santíssimamente condenado
ao fim dos meus dias

Das falácias despudoradas
uma única verdade
versa a insanidade
de dispensar quantia vultosa
a garantir o óleo
para a lâmpada luminosa

Não vejo os amigos
há mais de uma semana
Gerard, Eliphas, Joana
deixaram o abrigo
e ao demônio eu rogo
que não os tenha
lançado ao fogo

trago na carne
em cada víscera
cada osso
na corda que corta o pescoço
para abreviar minha sina
o meu repúdio, minha ira
contra a raiva assassina

Escarro na cara
da hipocrisia
infeliz arremedo
que dispara ditames
e alastra a dominação
num rastro de medo
em nome da criação.

wasil sacharuk

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