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Preso no verso atônito

Preso no verso atônito

O que teria relevância
Sem poesia no mundo
Sem o gosto da infância
Sem o amor profundo?

Desencontro e distância
um reinado nauseabundo
desamor e mendicância
brotos de males fecundos?

Revelado por um escriba
Um observador autônomo
Alforriado na semântica
E preso no verso atônito

Explorador do inefável
da compreensão retardatária
de argumento questionável
e liberdade arbitrária

Indispensável o dispensável
Contraditória prisão libertária
Paz sem guerrra é impensável
Na trajetória da brincadeira literária.

Decimar Biagini e Wasil Sacharuk