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Eu falo do mundo...

Eu falo do mundo...

Te ignoro,
catarse poética,
pois um poema
quando arrebenta
irrompe epiléptico
com canais entrecruzados
de fumaça de orégano rosa
influência de boa prosa
e memórias da alucinação

Sou vivente
de bom coração
mas não carrego
a alma bucólica
provo da náusea
do cotidiano
com natural sofreguidão
e risco poema cibernético
ensaio virtual estrambótico
de fundamento insano
e algum desfecho caótico

E improviso um intento
de confessa manipulação
fantasia, sofismo, retórica
travestido de argumento
de umbigocêntrica sedução

um poema com rubrica
não é isento
de posição.

Wasil Sacharuk