Carceragens

Carceragens

Quando rodo nessa embriaguez
Eu me dissolvo em versos
Para abolir a realidade

No espelho convexo
Confusão de imagens
O vínculo desconexo
Articula bobagens

Adentro os domínios da insensatez
Minha face em reflexos inversos
Mescla camadas da dualidade

Se a loucura é reflexo
Das minhas carceragens
Da incoerência sem nexo
Ou das grandes viagens

Despudorados recortes da nudez
Nos quadros de versos reversos
Marca patente da insanidade.

Wasil Sacharuk