Balanço de Açoite


"...e o silêncio em silêncio agoniza."

(Márcia Maia - "Banquete")


Balanço de Açoite

Balanço da rede
a sede
e o nó
trama de estar só
silenciando a tarde
quando arrefece
o derradeiro alarde
das vozes da solidão

entre azulados
violetas
e magentas
o silêncio é a porta
do aposento da noite

e a solidão
fingida de morta

é o açoite.

wasil sacharuk