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Cutucâncias Num Balcão

Cutucâncias Num Balcão

Mão de verso é torta
desconjuntada corta
desmetrificadamente
como faca libertina

Um dia gritou um poema
daquele tipo que azucrina
indicou lugar do fonema
para hospedar a rima

Pé batido
no chão
contador
de nacos
da canção

Reinventada aritmética
desordem na escansão
o prumo perdeu a régua
e era escrava da métrica

Mão batuqueira frenética
cutucâncias num balcão
a paranóia sem trégua
sem competência dialética

Falecido
em caixão
por rigor
de um fraco
coração.

Wasil Sacharuk