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Submersa


Submersa

Um grito sem voz
entre sombra e luz
entre herói e algoz
inferno e cruz

Quando canta
imita sereia
assusta e encanta
a água incendeia

Parece indefesa
vestida de nudez
certa de incerteza
fartura e escassez

Quando divaga
tão dispersa
acende e apaga
a alma submersa

Mulher da magia
do feitiço asperso
tem na mão vazia
  o universo e o inverso.

Wasil Sacharuk
março2010