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Sob o Manto

Sob o Manto

Escrevi  o poema
dos tempos
tal marola de ventos
a lançar sinais de fumaça
em rimas pobres

Ah, não me cobres
dor de esperança
dor de desgraça
misturo signos no intento
kilobytes no documento

Dos males fiz lamento
e dos lamentos fiz troça
estrangulei nas estrofes
tal rapinagem das aves

Fui poeta das conclaves
a furar os olhos da crença
a morte descrita nos cantos
a honra lavada das vinganças

Mas escrever não me cansa
tenho nos versos o recanto
a letra na ponta da lança
e a poesia é meu manto.

Wasil Sacharuk