Domando versos

Domando versos

Repouso o andejo cansado do verso,
no catre da folha, imaculada,
ensimesmando em madrugada,
ante o sono que agora, disperso.

Ensejo nas quadras, os causos do dia
vastidão desses campos de lamentos
risco sopros de vida em poesia
um minuano melhor que outros ventos.

Já o galpão, silente, sentido,
lembrando rastros d'alguma tropa,
que em fronte a si, o passado troca
um altar pampeano, de já hoje esquecido.

Tenho verde o chão da memória
encarnado no sangue da conquista
refazendo as pegadas da história
na lida de poeta e peão, artistas.

Sacharuk e Strwsk
março2010

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