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A VOLTA DO SONETISTA LIVRE

A VOLTA DO SONETISTA LIVRE

O poeta erra o rumo da razão
quando se perde no caminho
apenas sabe da rosa o espinho
na incerteza entre o sim e o não

E necessita alimentar o coração
remendar a noite com o dia
declamando e riscando poesia
como um anjo da anunciação

Se coloca os motivos na escala
larga o caderno no canto da sala
como escravo do próprio sistema

Mas poeta engajado não cala
faz da escrita o centro da fala
e se reconquista num novo poema.

Wasil Sacharuk
fevereiro 2010