Soneto para ninar solitude

Soneto para ninar solitude

Rebenta o copo e no chão eu me deito
A alma da noite faz ninar a solitude
Cada soneto ébrio, sai de um jeito
Escriba sem rótulo em parceria rude

Apoiado na maravilha das tecnologias
O olho esquerdo pisca e o direito amiúde
Mais um traguinho em homenagem às gurias
Comprei doze latas lá no feste fúde

Às vezes, tristes e sós, atirados pela chinoca
Os viventes andam solitos, cheios de saúde
E cada esquina da internet, é uma nova biboca

Outras vezes penso que uma só vida é pouca
Precisaria mais vinte para chegar à completude
E a única certeza que essa vida é mesmo louca.

Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
janeiro 2010

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