patrocinador

Reinventada da Saudade

Reinventada da Saudade

Poesia nostálgica e doce
suspiro de lenta cadência
tal um pêndulo ritmado
e dor no peito rasgado

Em angústia e carência
fosse o que fosse
saudade efervescência
de tudo o que fora lembrado

Da memória nada é riscado
o que dói é a urgência
como um compasso marcado
uma aquiescência

Nada é posto de lado
nenhum arquivo é calado
por mais que se esforce
pela sua solvência

Que se recrie em outra vivência
que se cultive um riso estampado
que se busque outra vez a essência
que se reinvente do passado.

Wasil Sacharuk
janeiro 2010