O SONO E O SONETO EM DUETO

O SONO E O SONETO EM DUETO

Eu já estava, assim, tão cansado
Que até pensei em morrer amanhã
No calor tomei um trago gelado
Que me deixou com a mente sã

A mão sobe em que apoia o rosto
Enquanto uma vigia o copo solito
Lá pela nona bebida, nada tem gosto
Mas o soneto, este continua bonito

Eu só ouvia o ronco dos piazitos
E risos da minha prenda haragana
Tentando no xote dar uns passitos

Já eu aqui, fico em anseios e poesia
Arte pura e inimiga dos artifícios
Que o último terceto me alforria

Wasil Sacharuk e Decimar Biagini

Inspiraturas