DIVINA BUSCA DE UM SONETO À DOIS



DIVINA BUSCA DE UM SONETO À DOIS

No ermo cipreste da noite
Que cria raízes misteriosas
Procurava companhia afoito
Lembrava de parcerias gloriosas

O verbo reclama o açoite
No afã de palavras carinhosas
Nos quartetos dividimos o oito
nos tercetos fechamos a prosa

Não sou humilde, tampouco mediano
Sei que dentre os reis, tu és soberano
Tua amizade sobre mim é a recompensa

Não sou modesto, só mais um insano
E reconheço o valor de um hermano
Quando escreve tanto quanto pensa.

Decimar Biagini e Wasil Sacharuk
janeiro 2010

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