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De tão livre

De tão livre

Um sopro de vida
de tão livre
envergou os caules
dobrou as esquinas
perpetuou os males
pactuando com a sina

A vida é um estopim
tão rente
quando chega ao fim
é nova semente

De desastroso que é
e vontade atrevida
invadiu os quintais
frequentou os planetas
derrubou os cristais
concorreu com cometas

A vida vivida assim
tão somente
entre o não e o sim
livremente.

Wasil Sacharuk
janeiro 2010