O Contrato

O Contrato

A caneta azul...
os rabiscos no papel...
cadeira virada...
e mancha avermelhada

O nobre poeta
foi convidado ao céu
e foi de bicicleta
passou por papainoel

Na entrada cantaram hino
jingle bell jingle bell
junto a um anjo menino
de alcunha Capetael

Agora era menestrel
e correu entre flores
suspirou os odores
e escreveu um cordel

Durante a noite
pulou a grande fogueira
amanheceu na brincadeira
com o amigo Capetael

Apenas algo era certo
não era o céu conhecido
mas um paraíso aberto
mais bonito e colorido

O poeta se viu seduzido
e fez o poema da sina
brilhou em cada rima
por fim foi reconhecido

Foi um homem de sorte
só lhe faltava a morte
e Capetael era velho amigo
de um século antigo...

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Inspiraturas