Do pó de pirlimpimpim

Do pó de pirlimpimpim

Sejas transparente
não dissimulada
não te faças de inocente
com cara de coitada

E nem tentes
jogar o mundo
contra mim
pois no fim
o detergente
solta o resíduo imundo

Não sejas a semente
que brota fofocalhada
não sejas serpente
de língua envenenada

Sejas coerente
por um segundo
e faças assim:
do pó de pirlimpimpim
faças um sumiço al dente
e comas no prato fundo.

Wasil Sacharuk