Do pó de pirlimpimpim

Do pó de pirlimpimpim

Sejas transparente
não dissimulada
não te faças de inocente
com cara de coitada

E nem tentes
jogar o mundo
contra mim
pois no fim
o detergente
solta o resíduo imundo

Não sejas a semente
que brota fofocalhada
não sejas serpente
de língua envenenada

Sejas coerente
por um segundo
e faças assim:
do pó de pirlimpimpim
faças um sumiço al dente
e comas no prato fundo.

Wasil Sacharuk

Língua nas Letras - acróstico

Língua nas Letras - acróstico

Linguativa
Iconogramática
Nargumentativa
Gramosemântica
Ultraformativa
Alfabeticolástica

Na ponta da língua
Aquela sensação...
Semântica à mingua

Literadura
Estrabicológica
Tragicultura
Retroretórica
Analfabetura
Semanticobólica.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

ENCONTRO FRATERNO - acróstico

ENCONTRO FRATERNO - acróstico

Enlaçados os braços
Num encontro fraterno
Cafunés e abraços
O instante mais terno
No amparo dos laços
Tão concisos e internos
Restritos ao espaço
Onde o irmão é eterno

Faz do caminho
Rota de amizade
Ao que vive sozinho
Tonto pela cidade
Ensina a ser passarinho
Redescobre a vontade
No calor de um ninho
O amor de verdade.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

O que dizem que existe, existe sim...

O que dizem que existe, existe sim...

Se fosse mera invenção
uma ontologia divina
livre seria o vivente
a verdade seria aparente

Da idade de trevas
veio a dominação
o que dizem que existe
existe sim...
na imaginação

Quem mira o céu imagina
que há um pai da criação
que fez do humano irmão
e que controla toda sina

Da futilidade de eva
de costela de adão
o pecado que existe
existe sim...
é a manipulação

Toda crença seria genuína
mais atitude menos oração
sem maldade preexistente
nenhum ateu nenhum crente

A utilidade da queda
é o anjo caído no chão
se diabo existe
serve ao fim...
da religião

A gerência da fé peregrina
só favorece esse mundo cão
inteligência na inquisiçao
quando calada não vaticina.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Mago das letras

Mago das letras

Delegaram-lhe a alcunha
o tal Mago das Letras
e confirmou na poesia
que não é dado a mutretas

quando a rima conversa
e declama
a arte honesta
é reversa
engana

já matou leão à unha
nem precisou fazer careta
é fechado contra bruxaria
abateu o boidacarapreta

quando a sina engasga
retranca
o mesmo poema
que rasga
destranca

quem o conhece testemunha
que já viu céu e sarjeta
mudou o norte da estrela guia
mais rápido que um cometa

quando a vida reclama
esperança
a história escrita
na lama
descansa

nenhuma questão acabrunha
os versos que a vida arrebenta
dos reversos ele faz alquimia
em toques de tecla ou caneta

quando a musa canta
não cansa
a deusa das letras
que dança
encanta

wasil sacharuk

blog (2)

Onde escondi o tesouro - acróstico

Onde escondi o tesouro

Ocultei na cozinha
No último setembro
Detrás das latas de sardinha
E só por isso ainda lembro...

Estará bem guardado
Sumariamente sumido
Com cuidado embalado
Obviamente escondido
Num papel estampado
Desenhado e colorido
Inacessível e lacrado

O tempo, como sempre, passa...

Talvez o segredo algum dia
Encontre significado
Sementes de poesia
Os dedos bolinam o teclado
Universo de pura magia
Resguardado tal tesouro
Onde moram poemas de ouro.

Wasil Sacharuk

Fabulosa magia - acróstico

Fabulosa magia

Fagulhas do passado
As noites guardam mistérios
Bruxas riscam o quadrado
Ungidas pelo ódio do império
Libertinas tal o pecado
Ousam dizer o impropério
Seus dotes serão queimados
A vontade do clero

Mandrágora da sabedoria
A crença que arde Sofia
Gritam anciãs e meninas
Inquisição cruel assassina
Algoz da magia.

Wasil Sacharuk

Variações Acerca da Ilusão

Variações Acerca da Ilusão

A casa onde mora ilusão
não é um buraco no vão
um argumento destituido
inconsistente e diluído

Não tem no juízo a razão
desconhecimento empírico
sem estatuto científico
desejo de pura expressão

Ilusão tem a cara de musa
de natureza doce e confusa
e insinua a real fantasia

É a mãe do fogo da criação
tem como amiga a inspiração
habita o reino da poesia.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

O Futuro do Hoje

O Futuro do Hoje

Hoje acordei a fluidez
Cores escorriam brancas
Na tela azul daquele dia
Ouvi sorrisos de criança

Hoje rasguei a minha tez
Avancei minhas retrancas
Reli um livro de poesia
Plantei semente de esperança

Hoje chamusquei velhas folhas
Bolhas de sabão eu pintei!
Hoje prometi para o ontem
Não me esquecer do amanhã

Hoje repensei as escolhas
Nas asas da fênix viajei
Ergui a alma sobre o monte
Novo colorido a uma tela vã

A obra, cujo título é futuro
Hoje acaba de ser iniciada
Com pinceladas de verdade
Aladas ondas na própria tela

Vou iluminar o tom escuro
Novo horizonte e nova estrada
Serão os objetos da vontade
Um abraço na vida mais bela.

Márcia Poesia de Sá & Wasil Sacharuk
novembro 2009

A Língua de Ana - acróstico

A Língua de Ana

Ana conhece os segredos:

Língua solta e fantasia!
Ísso mesmo...
Não acredita?
Glossolalia!
Uma amiga imaginária...
Atômica companhia

Dialética da fascinação
E Ana sabe a razão...

Ana conhece a magia
Navega pelos mundos
Aos auspícios da poesia.

Wasil Sacharuk

Soneto Previdenciário

Soneto Previdenciário

O INSS não cumpre sua parte
só pelas vias do judiciário
faz do enfermo um descarte
espera morrer o beneficiário

O governo garante remédio
e promete a aposentadoria
o vivente morre de tédio
esperando pelo grande dia

Cidadão preso nas malhas
já habituado com as falhas
sem consideração terapêutica

O objetivo previdenciário
entregar o vivente otário
para a indústria farmacêutica

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Coesivos Entantos

Coesivos Entantos

Estelar reluz ente
Reluzidos encantos
Coloridos recantos
amor incandescente

Pois devias saber
contudo,
insistes
não ouvir
meu coração

Metafísica semente
destituídos santos
coesivos entantos
corporeidade presente

Pois farias chover
entretanto,
resistes
em sucumbir
à minha sedução.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

SIGNIFICADO - acróstico

SIGNIFICADO - acróstico

Signo sinal é
Identificado;
Guia geral é
Normatizado;
Intelectual ou
Coisificado;
Acepcional ou
Dicionarizado;
O significado...

Wasil Sacharuk
novembro 2009

O Contrato

O Contrato

A caneta azul...
os rabiscos no papel...
cadeira virada...
e mancha avermelhada

O nobre poeta
foi convidado ao céu
e foi de bicicleta
passou por papainoel

Na entrada cantaram hino
jingle bell jingle bell
junto a um anjo menino
de alcunha Capetael

Agora era menestrel
e correu entre flores
suspirou os odores
e escreveu um cordel

Durante a noite
pulou a grande fogueira
amanheceu na brincadeira
com o amigo Capetael

Apenas algo era certo
não era o céu conhecido
mas um paraíso aberto
mais bonito e colorido

O poeta se viu seduzido
e fez o poema da sina
brilhou em cada rima
por fim foi reconhecido

Foi um homem de sorte
só lhe faltava a morte
e Capetael era velho amigo
de um século antigo...

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Lágrimas de Vidro - acróstico

Lágrimas de Vidro

Luminosos cristais
Águas gélidas salgadas
Granulados minerais
Ruínas sedimentadas
Intensas ou apenas banais
Mas totalmente paradas
Assumem modos formais
Se não forem arrancadas

Do sopro vem a areia
E vidro de lágrima mancheia

Vertem sais nos canais
Inundando estradas
De pedras roladas
Risos que não voltam mais
Oprimidos pela maré cheia.

Wasil Sacharuk

Crisálida... Um Acróstico

Crisálida...

Coberta na pupa de raias douradas
Revolveu-se a futura borboleta,
Invocando o direito à liberdade...
Sentiu as asinhas amassadas
Alaranjadas com pintas pretas
Lançadas ao vento da cidade...
Incrível! Menina danada!
Deixou a casca obsoleta
Aos desígnios da fatalidade.

Wasil Sacharuk

Com Cara de Pina Colada

Com Cara de Pina Colada

Cheguei nesse bar na madrugada
estava sozinho e lavei alguns copos
e os emborquei em frente ao espelho
fechei a janela e desliguei o aparelho

Na gaveta só havia algum troco
uma nota de cinco toda amassada
de alguma carteira foi expatriada
talvez de boêmio, poeta ou louco

E ainda bati no balcão meu joelho
segurei o chaveiro de pé de coelho
soltei um grunhido seguido dum soco
parece que a sorte pegou a estrada

E frente ao pior isso tudo é nada
juntei algum rum no leite de coco
ficou parecido com pina colada
no terceiro copo baixou o caboclo.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Limerick express IX

Limerick express IX

O pingucento do sapo barbudo
exalta aquela vaca de peruca
com o discurso besta e sisudo
e a impávida cara de maluca...
Voto eletrônico não limpabunda!

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Vocabulário


Vocabulário

Leio palavras cegas
sem tréguas
ou regras

apenas uma me engana
na trama
na lama

sussurrada nos versos
de quem me ama

Ainda assim
palavras adentram a noite
são espelhos

e por fim
refletem na pele
o açoite

palavra
irreal dimensão
imita formas e cores
tatos e odores
da paciência à sofreguidão

se palavra
é fato
ou retrato
infiel abstrato
daquilo que a língua
não lavra

palavra...

Wasil Sacharuk

No Breu da Loucura

No Breu da Loucura

Não sou eu um morigerado
na hipocrisia eu não caio
meu raciocínio empoeirado
encara improviso ou ensaio

Eu não estou derronchado
sequer partido por um raio
não sou mártir crucificado
nem no dia primeiro de maio

E quando a sina fica preta
a poesia vicia como boleta
que tanto mata quanto cura

No meu universo das letras
em versos, rimas e mutretas
fiat lux no breu da loucura.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Outra Vida Barata

Outra Vida Barata

Como tolo se viu enroscado
numa maldita engrenagem
voluntário na carceragem
espírito dócil e ultrajado

Rendido às malhas do cinismo
se fez escravo do estatuto
comprou tanto lixo bruto
para servir ao capitalismo

E comemorou com a festa
e decoração para o bolo
vítima de engodo com dolo
cliente do que não presta

Desconheceu o azedo gosto
do seu hálito embriagado
ocultou o pateta enganado
sob a maquiagem do rosto

Trabalhou por um trocado
para gastar em bobagem
e viveu na libertinagem
com sentimento comprado.

Wasil Sacharuk
outubro 2009

Brado

Brado

Bendita!
Baiúca bem bandoleira
beirando baita baderna
balcuciando boas besteiras

Babaquice babilônica
balbúrdia, boatos, balelas
Brasil beirando Babel
baita bafafá... berros!

Bispos batizam bacuris
barganhando bagatelas

Bagulho baixada bem barato
barganhando bagatelas

Barnabés bobos batalham
barganhando bagatelas

Bagunça banalizada
baile barracão
bajulando bacanal
baba baby
bate boca

Bate bateria
batuca
bum bum bum
bota barulho batucada
bota balanço bamba

Brasileira bonita
bota balda
balança bunda boazuda
bole bole balaio
bota banana
bamboleia

Bando bestial
bandidos bizarros
botam banca
bendizendo Brasília

Bondade banida
Bandeira brasileira
beirando bancarrota

Bom, brasileiro bacana
benevolente bocaberta
bebe barril birita bagaceira
bafejando budum...

Bonança!
Bom botar beiços bipartidos
baseado boleado
bota brasa
bota barato!

buuuuuuuuuuu!

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Lanterna do destino

Lanterna do destino

Brilha nos olhos de um menino
bem mais do que vã promessa
a vontade de ser real cidadão
pelas vias da melhor educação

Nas trevas de uma ética avessa
sem o raio de liberdade do hino
sem as letras na luz do destino
até que essa vontade esmoreça

O ronco da fome é a motivação
é bem mais fácil roubar ao irmão
deixar a loucura subir à cabeça
pois o poder só faz o escrutínio

Quiçá um dia o milagre aconteça
e se prevaleça o valor do ensino
com educação todo ser é divino
e cada um a si mesmo conheça.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Limerick express VIII

Limerick express VIII

O traidor de nove dedos
e o amigo mafioso italiano
juntos escondem segredos
sempre arquitetam o plano
e vale até dedo nos óio.

Wasil Sacharuk

Vertente

Vertente

Será o poeta...
um mero esteta
que finge o que sente
um coração ausente?

Se finge o que sente
logo, sente o que finge
está totalmente presente
ou, até mesmo, restringe

Em qualquer signo
deságua uma fonte
o coração é o desígnio
a poesia é o horizonte

Em qualquer obra
infiltrado o sentimento
que falta ou que sobra
na vertente do momento.

Wasil Sacharuk
novembro 2009

Famigerada figura

Famigerada figura

Famigerada figura
feneceu feio
feito fome
fazia furor febril
face fervente
foi fanático
fomentou fúria
foi fervoroso feito fé
fumegante feito fumaça
flamejante feito fogo
fogo fátuo
foi funesto fato

Famigerada figura
forçou felicidade
forçou...
felicidade finalmente
fez foguinho fraco
faiscou fagulhas feridas

fez fabulosa fortuna
financiou farras
fanfarras
fisgou fêmeas fadadas
famosas financiadas
fantásticas formosas
fodedeiras frescas
feito fúteis fadas
fumegando falos

faliu fábricas
forjou falácias
falsificou
foi facínora
formou falanges

Favoreceu falsidades
fez feitiçarias
finalmente foi fisgado
fichado

fígado foi furado
faca faiscante
fincada fundo
facada fatal

finalmente
faleceu
fatigado

Feneceu faceiro
foi feliz
foi fácil
foi fagueiro

foi famigerado fariseu
fiel fanfarrão
fatalmente
fará falta.

Wasil Sacharuk

Ganhei presentes...


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Wasil

Mais um ano que completa
a magia de Wasil
mago,músico e poeta
o melhor de meu Brasil

Palavra doce e de magia
versos amigos
que nos dão o ombro
palavras duras e do dia-a-dia
que nos causam certo assombro

Entre a tristeza e a alegria
baila a pena sobre o papel
eis que surge a poesia
Sacharuk,presente dos céus....

Heitor Murai

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SACHARUK - UM VIVENTE BAGUAL

Conheci um lobisomem
Meio poeta meio artista
Meio pai meio homem
Meio ateu meio humanista

Meio bruxo meio pessimista
Meio louco meio mago
Com poemas a perder de vista
Meio pouco meio sábio

Meio tudo meio anarquista
Meio ogro meio violinista
Meio mudo meio otimista
Meio lodo meio perfeccionista

Meio lúdico meio contista
Meio púdico meio sonetista
Meio sádico meio masoquista

Mas acima de tudo
Um completo amigo
Então eu o ajudo
A matear consigo

Enquanto ele lê meus versos
Em homenagem ao seu aniversário
Queria dizer que sou meio otário
Pois deixei passar um dia para meus manifestos

Parabéns Wasil Sacharuk

Decimar Biagini 05/11/2009
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Oi Sacha !

Um dia .
Um homem
Com jeito de Mago
Como por coincidência
Em nossas vidas..
Apareceu

Nos auxiliou
Criou confiança.....
Deu asas...
Batemos em lindo voo

Hoje
amadurecida
Agradeço-te de coração
essa ajuda sem intenções
Fez brotar amizades
Um novo sol
No céu de esperança
De nosso grandioso Brasil.

Ana Maria Marques
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Para o seu aniversário...

Um poeta, eu acredito,
jamais aniversaria...
Vira a página do escrito,
e compõe nova poesia,
transformando o manuscrito
em novo som e harmonia!

Desejo isso a você mano Wasil:
Muitas transformações, muita harmonia...
Muitas novas descobertas, muito amor, muita alegria...

Sonia Tarassiuk
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UM SONETO COM O POETA SACHA

Sacha veio de um tempo
Em que as estrelas desciam do firmamento
Onde parava-se o vento
Com a força do mais filosófico pensamento

Parceriar com Sacharuk
É como retratar um fim de tarde
É duelo de "gran" mamute
É pisar no chão em alarde

O poeta em sua brilhante companhia
Torna-se herói sem glória
A preencher com letras a vida vazia

A fazer nos versos sua história
No entrelaçar de um soneto
Como se fosse o último dueto

Decimar Biagini
---------------------------------------------O mago

Brinca de inventar invenções
De criar idéias e idealizar sonhos
E nos dá emoções

Fulguram palavras fáceis em poemas
Simples que tornam importantes
E a rima exalta a ti

E o mago usa os poderes que lhe foi dado
A mão então brinca de escrever
E a ordem é ousar

Ousa ao criar, já nem sei o que falar
O que dizer se já está tudo lá no balcão
A cria da perfeição que o poeta sonhou mostrar

Se fosse o feedback de uma existência
Esse seria o Wasil o mago da metalingüística
Da epopéia criada a sua imagem

By André Fernandes
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Versos para Sasha

Montado em seu baio
Carregando bela princesa
Gaúcho que carrega o raio
Das palarvras de imensa beleza

Introspectando com chimarrão
Pensando na bela poesia
Dedicando a sua amada o coração
Trazendo-lhe todo dia a magia

Trovando na peleja deste Brasil
Insitente, amigo e cordial
Este é o gaúcho poeta Wasil
Sempre inebriante e viceral

Toda beleza das letras soltas
Trás ao seu bel prazer a gramática
Toda pureza da familia envolta
Em toda a felicidade enigmática

(Por Dani Maiolo)
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Magias de Sacharuk

Ele se diz obtuso
um cara um tanto confuso
vasto em pensamentos
mas pra falar,é um custo!

Mente vibrante...sagaz
admiro demais este rapaz
Pai afetuoso e doce
amante da bela musa

Crítico,inteligente
ateu por opção
mas Deus o ama muito
fez dele, até canção

Nas tuas músicas,viajo...
nas poesias divago....
vôo alto em tuas letras
piso no chão e te aplaudo!

O cara leciona,escreve....
emociona e compõe
dizem que ele é bruxo
faz de poesia poções....

E nas noites de lua cheia
nos encanta de alegria
nome estranho esse : Wasil
prefiro chamar-te....Poesia!

Márcia de Sá

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Apenas Sacharuk...

W asil...simplesmente,wasil...
A teísmo é sua descrença,
S inceridade pra ele é fácil,
I mpressionante na sua equidiferença,
L iderença nata ,sutíl.

S abemos da sua genialidade,
A preciamos tudo o que faz,
C onquistou nossas amizades,
H abilidoso,sensível,sagaz.
A tivista da sabedoria,
R evolucionário em seus ideais,
U nifica,agrega,alforria,
K arma é sua poesia.

Nenhuma crendice é meu desatino

do livro "Uma Outra Gnose"

Nenhuma crendice é meu desatino

Quero o melhor ceticismo
para reverter toda crença
que não seja só cinismo
que não traga desavença

Quero o caminho alargado
da existência excomungada
planar sob céus de pecado
tal guia pagão na estrada

O seu preconceito
é sua contradição
revelada num hino
na cruz em seu peito
no rosário na mão...

Sou eu mesmo o artíficie
do meu próprio destino

Quero viver o ateísmo
sem ouvir palavras pretensas
contradizer o determinismo
daquele que crê e não pensa

E não preciso ser julgado
por qualquer lei forjada
e só quero ter respeitado
o solo das minhas pegadas

Eu tenho pleno direito
a não ter religião
 e pago caro desde menino
não representa um defeito
ser ateu ou pagão...

E nenhuma crendice
é meu desatino.

Wasil Sacharuk

Nova Ordem da Poesia

Nova Ordem da Poesia

Nova dimensão
Ordem invertida
da composição
Poesia dividida

Nova sensação
Ordem ativa
da reunião
Poesia coletiva

Nova conexão
Ordem repartida
da cooperação
Poesia da vida.

Wasil Sacharuk

Um desejo me consome

Um desejo me consome

Ah! Um desejo
me consome
de beijo
de fome
possuir tua alma
com cortejo
com calma

fazer do desejo animal
algo mais do que sonho
tanto sensual
tanto bisonho

Mas é isso somente
que me nutre e motiva
plantei a semente
de sempreviva
no lindo canteiro
do meu quintal
entre a arruda
o jasmim e a sativa

e espero o fim
do ciclo outonal.

Wasil Sacharuk

Sobreviventes

Sobreviventes

A história é distante
um singular intento
e os fatos são bizarros

Cortei a linha do tempo
na essência de cada momento
habitante dos desterros

E o sol marcou no semblante
sem destino caminhante
junto ao esteio dos carros

Junto a mim aos passos lentos
aqueles outros antigos detentos
os sobreviventes dos enredos

E o sol reinou triunfante
mas não era mais como antes
agora o céu é de barro.

Wasil Sacharuk
novembro 2009