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Era uma vez três poetas...

Era uma vez três poetas...

Um poeta olhava para o céu
esperava o milagre
do acontecimento
do passado escalpelado
por um índio norteamericano
sioux ou, talvez, mexicano

Deixou duendes e as fadas
contorcidos em gargalhadas
...

o outro falava sobre a vida
sobre o movimento
sobre o tempo
com os pés do amor
pousados no firmamento
e jogou fora a dor
em lufadas de vento

Deixou todas as marcas
de corações, corpos e estacas
...

e o terceiro
olhava para o horizonte
e escrevia
no papel do destino
a ata da noite
célebre e contundente,
o poema sublime

Deixou a poesia
de bochechinhas vermelhas
Pretensioso... sim
porém, divino.

Dhenova e Wasil Sacharuk