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O DIA DE AMANHÃ


O DIA DE AMANHÃ

Visões sem valor
apresentam a dor
de um povo iludido
com a besta
de dez chifres e sete cabeças

de um manto dourado
com a inscrição do pecado

da Serpente e do Dragão
tão inconsequente aparição

Canções sem calor
marcaram a cor
de uma tela abstrata
tão insensata a piada
o segredo da donzela

a aparente pilhéria
e ainda assim enfeitada
de Apolo ou Eros
tão absurdo desespero...

Clarões de pavor
reina um novo senhor
recomposto o caído
e ruma à festa
com três dentes numa maçã

de um mantra sagrado
com a inquisição do louvado

do arcano e da ampulheta
um reino de outro planeta

Nações sem senhor
perderam o ardor
por uma palavra ingrata
perdida em meio ao nada
sobre a chama de uma vela

a consequente miséria
que agora será renovada
pelos dons dos mistérios
tão absurdo desespero...

Dhenova & Wasil Sacharuk