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Vida selvagem



Vida selvagem

Vida selvagem essa minha
quando eu saio à caça
sempre mato uma taça
de um vinho...

Contudo, não vivo sozinho
no cinzento bucólico concreto
já nem sei o que é certo
portanto, reforço a minha defesa

Já desconheço a delicadeza
e crer na ética é paixão fraca
então, fui de cipó com a macaca
atrasado para o aeroporto

Nessa selva me sinto absorto
há muito verde na mesa do jogo
e meu estilo é demagogo
pois, ainda não estou morto

Vida selvagem, essa minha
de galho em galho num parque temático
com um poema virtual informático
muito bem enquadrado na linha.

Wasil Sacharuk