Uma outra gnose



Uma Outra Gnose

Dar movimento p'ra asa
Se quer lograr simbiose
Pingar lágrima na alegria
Furar a retina da revelia

Deixar qualquer normose
Correr para longe de casa
Onde a fera faminta caça
No punho a agulha que cose

Trazer a urdidura na guia
A queda da rima é mania
Do poeta o eco de vozes
No formato de uma taça

Tramar alinhavo da graça
Se o braço reclama a artrose
Ou fechar a retina do dia
Poderá declamar poesia

Fazer com que não repouse
Que a cadência se desfaça
O poeta pertence a uma raça
Que respira uma outra gnose.

Wasil Sacharuk

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