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Desinspirado


Desinspirado

Quando se pesa de tão leve
Igual como aconteceu nunca
Sobre o monte de uma pitada
Morria vida andava estacionada

Sombria lucidez da luz maluca
Era mais quente do que neve
É muito útil quando não serve
Só para encarar a própria nuca

E sobra tanta falta estocada
Cuspindo cachaça embriagada
Corre parada na livre arapuca
Tal timidez de quem se atreve

É como o paliativo que resolve
Que perdoa enquanto retruca
Toda totalidade de um nada
No vão de uma tampa lacrada

Prosa calada da loura mameluca
É só mais um poema sem verve
Feito o amálgama que dissolve
As evidências da intuição caduca.

Wasil Sacharuk