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Efêmero

Efêmero

Não é efêmero todo o momento
Na trilha sem fim que é esse destino?
E quando procuro o segredo da vida
O passado agoniza na via dolorida

O futuro me encontra em cruel desatino
E o presente estanca o minuto mais lento
Retraído e confuso, esquivado do vento
Que traz em seu sopro o ser vespertino

É quando essa vida se põe escondida
Amorfa, vazia, sem rumo, perdida
Despreza a ciência, o respeito, o ensino
Não sabe nem mesmo qual é o intento

Não sabe aonde ir, dormindo ao relento
Desenrola ao prazer do instante cretino
Não é efêmero todo o momento
Na trilha sem fim que é esse destino?

Wasil Sacharuk