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Adaga

Adaga

Risquei um nome
nas paredes do banheiro
desmanchei o meu baton

Navegadora insone
no último fevereiro
saí mesmo do tom

Se o tom embebeda
o calor do momento
perdido meu norte
sem elegância nem porte
e nenhum intento
é a praga

No sentido da fome
comeria teu corpo inteiro
e seria muito bom

A lembrança quando some
viaja pensamento ligeiro
tal fosse o som

O som que rasga
a textura dos tempos
insano é o corte
sol escorpião é mais forte

É como corte de vento

É risco vermelho de adaga.

Wasil Sacharuk