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Pecado Algemado


Pecado Algemado

Amado adorado namorado
Sonhado dançado bailado
Lado traslado exilado

Vingado falado metralhado
Criticado reclamado acabado
Avacalhado desmoralizado espancado

Sentado cagado mijado
Olhado vidrado calado
Ensimesmado cansado esgotado

Passado perdoado abraçado
Retratado abençoado amigado
Renovado desejado tarado

Provocado babado molhado
Acelerado gritado tresloucado
Terminado banhado gozado.

Wasil Sacharuk

Pretérito Imperfeito

Pretérito Imperfeito

Ah! Se ele soubesse ler a essência minha
Se soubesse...dispersaria a maresia;
Gotículas de amarguras, densa e fria
E aconchegando-me ao seu peito, diria:
- Serei navegante em seu mar, constante

Se eu lhe fizesse saber da carência minha
Se dissesse... concretizaria a utopia;
Respiraria vida pura, noite e dia
E entregando-me em seu leito, seria
A louca viajante desse amor, distante

Se ele pudesse perceber a ausência minha
Se pudesse... seria minha companhia;
E despiria a armadura, e sorriria
E me enroscando em seu jeito, faria
O amor embriagante sem cessar, rompante.

Ah...Se ele quisesse...Eu não seria minha
E se quisesse...Definitivo eu me despediria
Dessa arrogante senhora: Dona Agonia
Que me entorpece numa dor cortante

Se ele dissesse...Vem! Sê somente minha!
Se sussurasse meu nome...me lançaria
Na imensidão de desejos contidos; arderia
Nos seus laços-abraços; a alma entregaria
Levaria à eternidade a imagem desse instante

Lena Ferreira & Wasil Sacharuk

poetisa Lena Ferreira

Miragem

Miragem

Foi quando a donzela
fez do sonho a primavera
Carruagens eram abóboras
E seu amor ainda espera

Foi quando o príncipe
fez do beijo a poesia
Pela princesa foi beijado
Em lindo sapo transformado

Foi quando o povo
fez do ato a quimera
Sempre esquecerá do novo
Quando o passado persevera

Foi quando a melodia
fez do som a nostalgia
Cada nota era memória
Cada refrão uma história

Foi quando a parceria
fez do amor o verso
Cantou estrofes de harmonia
Calou o sentimento perverso

Foi quando o amanhecer
fez do abraço o afeto
Esperou o sol nascer
P'ra refrescar o deserto.

Dhenova & Wasil Sacharuk

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Rasgando e reunindo


Rasgando e reunindo

Percorro minha vida a te navegar
pelas águas que pairam
a me refletir
e desbravo-te
  pelo louco querer
o laço da tua vida a me desatar
a lágrima e o sorriso a nos dividir
rasgando e reunindo nosso ser

wasil sacharuk

Somos a divina verdade



Somos a divina verdade

Há um poder inexplicável
Aqui no topo da montanha
Com esse vento maldito
Desmanchando nossos penteados

Daqui vemos esse mundo adorável
De uma opulência tamanha
Servindo ao nosso espírito
Para que sejamos tão elevados

Se houvesse um momento instável
O mal usaria de artimanha
E poderia ganhar no grito
Se vivêssemos de pecados

Mas servimos a um deus amável
E com ele fazemos barganha
Somos fiéis ao nosso próprio rito
Iguais semelhantes escarrados.

Wasil Sacharuk

Adaga

Adaga

Risquei um nome
nas paredes do banheiro
desmanchei o meu baton

Navegadora insone
no último fevereiro
saí mesmo do tom

Se o tom embebeda
o calor do momento
perdido meu norte
sem elegância nem porte
e nenhum intento
é a praga

No sentido da fome
comeria teu corpo inteiro
e seria muito bom

A lembrança quando some
viaja pensamento ligeiro
tal fosse o som

O som que rasga
a textura dos tempos
insano é o corte
sol escorpião é mais forte

É como corte de vento

É risco vermelho de adaga.

Wasil Sacharuk

A mágoa que cutuca

A mágoa que cutuca

Nas cruzadas
por tua rua, a dor
dela bem sei de cor
o caminho
hesita no meu passo
a longa espera

A mágoa que cutuca
é tão crua, amor
a espera pra ter de volta
o teu carinho
que da mágoa que cutuca
faz quimera

Nas cruzadas
de vida nua, amor
os pássaros
voltarão a fazer ninho
a saudade desce a rua
e vai...
quem dera!

Wasil Sacharuk

No amor que se sente


No amor que se sente

Cúmplice de ti eu fui quando arranhamos a vida
O desconhecido perigo... do desconhecido
Do desejo proibido, perigo... de abrir a ferida
Que mata a sanidade - a mente - lugar escondido

Cúmplice de ti eu fui ao sabor do desconhecido
No perigo escondido que mata a vida arranhada
E numa ferida aberta no lugar de uma mente
E naquela insanidade de um desejo proibido

Cumplicidade arranhada, o perigo sentido
A vida escondida de um desejo proibido
Ao sabor da ferida na abertura da mente
Cumplicidade insana no amor que se sente

Wasil Sacharuk

Dança luz




Dança luz

Saber da luz que o som emana
Emana som da luz humana
Humana vida dança na luz
Vida que emana ilumina o som
Saber do som que a luz canta
Emana do humano e a vida encanta.

Wasil Sacharuk

Dhenova - onírico acróstico




Dhenova - onírico acróstico

Do alto, os gritos de Zyllion eram um com a atmosfera de Oggron
Ha muito... muito... os deuses esperavam por um novo encontro
Era num tempo que os sistemas eram insuficientes para apreendê-lo
Nessa atmosfera mágica todas as cores brilharam no Mundo de Oggron
Ora podia-se perceber um sutil movimento que modificara o Universo
Vinda de dimensões que nem mesmo a mitologia e a história alcançam
A mulher de cabelos vermelhos atendeu ao chamado do deuses.

Wasil Sacharuk

Música & Poesia


Música & Poesia

Lembro como tudo começou
eu vi a letra
nua, muda, fria

E o som era sem tema
sem nó
sem melodia

Minha música, enfim, casou
abraçou teu poema
estrelamos um show

Vimos música e poesia
nascendo juntas
perfeita harmonia

Eu, minha música
teu poema
tua companhia.

Wasil Sacharuk

Janela


Janela

Se a luz do sol na janela
Atravessa o vidro transparente
Vejo a cor no sopro do vento
Ouço o som das passadas dela
Para além da porta da frente
Onde a vida só cheira a cimento.

Wasil Sacharuk

Minha inspiração


Minha inspiração

Muita coisa me inspira
A beleza nua profana
Minha música, minha lira
Uma garrafa de cana
Amor que no peito suspira
E minha tia Maria Joana.

Wasil Sacharuk

FELIZ - acróstico

FELIZ - acróstico

Fama, grana, amor,alegria
Expulsar o sem serventia
Liberar o que tanto escondia
Inventar uma nova mania
Zero hora será meio-dia.

Wasil Sacharuk

INFÂNCIA - acróstico

INFÂNCIA - acróstico

Indio fugiu do cowboy
Na fantasia dos meninos
Flecha ou tiro que não dói
Alegrando os pequeninos
Não desisto da lembrança
Crianças é que são felizes
Infantil é a esperança
Adutos são aprendizes.

Wasil Sacharuk

Perestroika - acróstico

Perestroika - acróstico

Puta, que palavra esquisita
E com meu nome é parecida
Relembra o caos do comunismo
E querida venus não fique aflita
Suas palavras trazem vida
Troquei por fé meu fanatismo
Rimar de novo é o que me excita
Ousar a beleza esquecida
Ignorar qualquer cinismo
Kurahcas é meu nome de trás pra frente
Amiga Venus, obrigado por ser gente!

Wasil Sacharuk

AFRESCO - acróstico


AFRESCO - acróstico

Aqui sejas só minha na tela
Felicidade que quero pintar
Retrato a expressão que revela
Efeitos feitos para hipnotizar
Sombras frias na luz de uma vela
Corpo nu impossível imitar
Obra minha e a modelo era ela.

Wasil Sacharuk

Vício


Vício

E o meu vício em ti despejo
Nesse teu feitiço maldito
Até que eu perca o sentido
Vingado, pregado, vencido

E na magia do teu rito
A chama arde de desejo
Eu encantado no ensejo
De um prazer louco, aflito

Faz do momento calado, retido
Armado, desalmado, temido
A maravilha do teu grito
Dessa nudez que só eu vejo

E na relíquia do teu beijo
De bicho, irado, instinto
Aberto, regado, despido
Fatalmente desmedido.

Wasil Sacharuk

CURIOSIDADE - acróstico


Coisa insólita perseguida pela mente
Um louco enigma para a fome decifrar
Reclamando desvendar o teu segredo
Insana mente travestida docemente
Ousa perguntas pra poder especular
Sabe de tudo sobretudo do teu medo
Indaga o fim até quando ainda é cedo
Divertida em um cuidado permanente
Alude ao fato mas sem olhar de frente
Descuida nunca pra poder investigar
E sempre tem opinião para o enredo.

Wasil Sacharuk

IMEDIATO - acróstico

IMEDIATO - acróstico

Instante que voa
Mas tão apressado
Em tua busca
Dinâmico à toa
Insone cansado
Amada tão brusca
Tempo inacabado
O momento ofusca.

Wasil Sacharuk

GAROTOS - acróstico

GAROTOS - acróstico

Gire o disco dos tempos
Anti-horário o sentido
Retomando a sensação
Ouça a música dos tempos
Toque o disco colorido
Ouvindo nossa canção
Somos garotos... de novo... então!

Wasil Sacharuk

Quando a vida não cansa


Quando a vida não cansa

O brinquedo da criança
São risadas da boneca
Que dispensa as palavras
Pianinho de duas oitavas

E o bebezinho careca
Mais o palhaço que dança
E refaz na princesa a trança
Com o ursinho da caneca

Andar no carrinho sem travas
Cãozinho, gatinhos e fadas
Balão, violão e peteca
Quando não dói esperança

É quando a vida não cansa
Criança levada da breca
Na guerra de almofadas
Sem exigências amadas.

Wasil Sacharuk

URBANIDADE - acróstico

URBANIDADE - acróstico

Uma atitude pautada na ética
Reflete na vida do cidadão
Brilha na reflexão dialética
Anunciando o uso da razão
Na conquista da felicidade
Invocando essa urbanidade
Disso tudo o que resta, então
A conduta sócio-ambiental
Da virtude e do juízo moral
E por na razão coração.

Wasil Sacharuk

MOMENTO IDEAL, acróstico para o poeta Decimar Biagini


Meu caro poeta alucinado
Oferto a ti esse acróstico
Mandando meu diagnóstico
Eis um poeta obstinado
Navegador de livres sonetos
Traduz quartetos e tercetos
Ousando não ficar calado

Inventivo é, ao natural
Diógeno não, nada formal
Ensandecido inteligente
Louco poeta, voz da gente.

Wasil Sacharuk

SERGIPE - acróstico


Será a terra prometida?

Está em baixo ou em cima?
Rio de janeiro ou de Lima?
Grande, curta ou comprida?
Inglês se fala ou só se rima?
Perto da praia ou logo acima?
Em toda a volta ou só na ida?

Wasil Sacharuk

DEVANEIOS - acróstico



DEVANEIOS - acróstico

Duvide que asas não são das letras
E pense que o mundo não tem idade
Visite o simbolismo da nossa poesia
Anuncie com fontes vermelhas, pretas
Nas páginas azuis da comunidade
E faça o poema que ninguém faria
Invista em palavras, nuas, incertas
Opere com a faca crua da verdade
Soletre o acróstico dessa fantasia.

Wasil Sacharuk

Minha arte existencial


Minha arte existencial

Se minha vida é uma tela
Sei que posso pintar nela
Um mundo repleto de paz

Eu sei, felicidade se faz
Enquadro na moldura fria
Da minha rotina sombria

E o retrato das lembranças
Com cores de todas nuanças
Recebe o pincel encharcado

Sentença do crime julgado
Pintar as paredes dos muros
Prendendo sentimentos puros

Riscado no auto-retrato
Meu ego informal abstrato
De linhas e ângulos foi feito

Em busca do traço perfeito
Perdi o tempo precioso
Julgando o tom luminoso

E fiquei tão desencontrado
Sem meu pincel encharcado
E sem harmonia interior

Na tela sem dor e amor
Surgiu minha compreensão
Da maravilhosa expressão

Representa o singelo artista
Nem pop nem pós-modernista
Que tem na paixão sua musa

Que esquece a sua recusa
Recria os efeitos mais duros
Na luz dos detalhes escuros

Que não falte a inspiração
Nas formas da criação
E na arte de viver a vida

E nessa fluidez diluída
Nos tons de alegria e paixão
O sol que reflete no chão

E sob o céu de turquesa
E do verde da natureza
Eu crio com meu coração.

Wasil Sacharuk

Palavra da morte e da vida





Palavra da morte e da vida

Busque a palavra que designa
Quando morre toda a vida
Quando seca a ferida

Busque a palavra que é digna
De quando a morte ressuscita
De quando a primeira vez se grita

Busque a palavra que resigna
Se quando a morte ou a vida
É tão contingente e iludida

Busque a palavra, o signo
Que represente a morte
Que represente a vida
Que sentencie a sorte
Se vitoriosa ou perdida
Que ruma a um novo norte
Nova missão cumprida.

Busque a palavra da morte
Busque a palavra da vida.

Wasil Sacharuk

ABSURDO - acróstico



ABSURDO - acróstico

Absurdo não falta no mundo
Banalizado e indiferente
Servindo uma corja indecente
Utilidade do poço sem fundo
Redução a ateu ou a crente
Direto no sangue da gente
O Poder e o seu lixo imundo.

Wasil Sacharuk

Efêmero

Efêmero

Não é efêmero todo o momento
Na trilha sem fim que é esse destino?
E quando procuro o segredo da vida
O passado agoniza na via dolorida

O futuro me encontra em cruel desatino
E o presente estanca o minuto mais lento
Retraído e confuso, esquivado do vento
Que traz em seu sopro o ser vespertino

É quando essa vida se põe escondida
Amorfa, vazia, sem rumo, perdida
Despreza a ciência, o respeito, o ensino
Não sabe nem mesmo qual é o intento

Não sabe aonde ir, dormindo ao relento
Desenrola ao prazer do instante cretino
Não é efêmero todo o momento
Na trilha sem fim que é esse destino?

Wasil Sacharuk

ENTRE SEUS LÁBIOS - acróstico


ENTRE SEUS LÁBIOS - acróstico

Errar?
Não!
Tento
Reconhecer
Enganos!

Seriam
Enunciados
Últimos
Segredos?

Lábios
Apertados
Brilhavam
Iluminando
Ousadias
Secretas.

Wasil Sacharuk

Milhas de emoções


Milhas de emoções

Engastado em meu sentir
Vi teu vulto entre imagens criadas
Num querer de sentimentos sem permitir
Ousar,
Viajei milhas de emoções sofridas

A cama bem forrada , vejo o travesseiro vazio
Queria dividir meu espaço, meu lençol
Sentir teu corpo colado ao meu, sem frio
Bom acordar, vislumbrar-te na radiante luz do sol

Nossos olhos se encontravam, falavam
Palavras lindas antes não ouvidas
O dia passou e as carícias inflamavam
O teu cheiro, sua essência, seus cabelos cacheados

Emprestado aos meus sentidos
No indulto das carceragens armadas
Te sonhar nos momentos sem reprimir
Ousar,
Achar milhares de sensações perdidas

A boca bem pintada, minha queda por um fio
Queria acompanhar o teu passo, sem espera
Tocar o teu copo brindando com o meu, um rio
Melhor sonhar, retratar-te na luz brilhante da tela

E nossos lábios se tocavam, beijavam
Sensações lindas antes não sentidas
A vida passou e os desejos gritavam
Sem janeiro, sem esperança, e meus olhos marejados.

Ana Maria Marques & Wasil Sacharuk

Ensaio da morte

Ensaio da morte

O gato preto escondia
o segredo da vida

Nas águas negras do mundo
o mergulho mais fundo

A ferradura impedia
o canto da agonia

O vislumbre numa carta
na voz do espirito da mata

O pé-de-coelho atiçava
a sorte louca, danada

Nas quebradas do destino
mil anjos cantavam um hino

O 13 permitia
a dor insana colorida

Apagada a luz que ilumina
as escolhas de uma sina

As três batidas na madeira
besteira?

Nas quatro folhas da sorte
o ensaio ingrato da morte

Dhenova & Wasil Sacharuk


www.dhenova.com

Versinhos de filho



Versinhos de filho

As mães, Reginas, Marias, Ivones
Esposas divinas, sogras, amantes
Sequer sonharam com silicones
Trazem resignação nos semblantes

Nobres guerreiras que amiúde
Roubam de seus filhos a dor
São as guardiãs da saúde
São depositárias do amor

Ativistas contra a fome
Com a alma nas panelas
Na espera da noite insone
Já não sonham ser cinderelas.

Dessas mulheres especiais
Eu quero ao colo deitar
Vou precisar sempre mais
E minha gratidão revelar.

Wasil Sacharuk

Solta os cabelos e segue

Solta os cabelos e segue

No meio da noite abri o caderno
riscado de versos e letras tortas
juntos traziam a chave da porta
que me levou por fim ao inferno

Em prosa agressiva e poesia obscura
camufladas nos cabelos vermelhos
várias faces em muitos espelhos
como projetos da própria amargura

Solta os rubros cabelos
nos ventos da liberdade
se nada valem meus desvelos
contra o império da tua verdade

As palavras golpeam insanas
como faca da contrariedade
erguem a flâmula da falsidade
cortam as promessas com gana

Um jogo que amplia os reflexos
de uma única imagem refletida
liberta a demanda proferida
um universo dos mais desconexos

Solta os cabelos de rubra cor
atendas a tua necessidade
se não entendes o meu amor
esqueças minha cumplicidade

A lágrima na página manchada
foi morar no caderno fechado
versos da ira com gosto salgado
fazem do tempo o percurso do nada

O poema rasga num tom abstrato
 convite interpretado como pedido
tal tesoura que divide o retrato
tal o resgate de um anjo caído

Solta os cabelos e segue
procura a tua felicidade
se o amor chegar, não negue
enquanto vivo da nossa saudade.

Wasil Sacharuk

Meu filme favorito - acróstico

Meu Filme Favorito

Marilyn Monroe, a loura
Estava nua no meu quintal
Uma estrela da Universal

Filmei nossa cena de amor
Instantes de muito tesão
Loura louca de fogo e paixão
Mordeu o meu lábio inferior!
E me beijou com ardor

Fizemos uma nova cena
A loura não era normal
Violenta, tarada e obscena
Ostentando um ar de fatal;
Resolvi tentar as figurantes
Indicaram mais de uma centena
Todas de porte elegante
O melhor é pegar uma morena.

Wasil Sacharuk

Pegadora

Pegadora

À noite te encontro no bar
então banha teu corpo imundo
que cheira a óleo de caminhão
e te farei latir como um cão

Escute bem, vagabundo
hoje eu serei teu azar
mas se te conheço, vais gostar

Não te deixarei ir mais fundo
se for preciso, grito que não
talvez me jogues ao chão
darei dez voltas no mundo

te farei suplicar por mais ar
quero que saibas: não vou gozar
me guardarei ao segundo,

Wasil Sacharuk

Sereno - acróstico



Sereno - acróstico

Superfície fria ao calor da emoção
Evaporação do avesso sentida
Retido vapor que brota do chão
Em gota d'água quente colorida
Noite tranquila e saturada paixão
Orvalho de amor na minha vida.

Wasil Sacharuk

Juventude tardia


Juventude Tardia

Qual idade do jovem artista
Que tem um tesouro de poesia?
Merece um rito de passagem
Se tem rugas na imagem

E mais um ano em só um dia
Não precisa chamar a florista
E o protético matou o dentista
A anarquia virou calmaria

Nem caduquice, nem só bobagem
Se tem viagem, não tem bagagem
Em todo o silêncio não calaria
Por detrás duma lente uma vista

E na indiferença cristã ateísta
Quando o bom sono lhe chamaria
E na eternidade da vadiagem
Nem terno e nem camuflagem

Bandeiras, flores, nem prataria
Artista lá do outro lado é magista
Não come à luz de velas na pista
Tesouros da juventude tardia.

Wasil Sacharuk

Ventava Pensamento


Ventava Pensamento

O vento...
era vento diferente
que varria pensamento
derrubava monumento
empurrava tanta gente
enterrava amanhecer...

o pensamento...
pensamento tão descrente
inundava meu momento
e causava sofrimento
já que toda mente mente
esperava amanhecer...

o amanhecer...
novo dia era urgente
mas o tempo muito lento
inibia o seu rebento
o novo dia veio quente
não ventava pensamento.

Wasil Sacharuk

Diário de bordo

Diário de bordo

Os anjos tocaram as trombetas
Comprei passagem no verão
Fui leve e planando num voo feliz
E não fui sozinha pois sou aprendiz

E com as amigas borboletas
Comparsas no voo amigo
Fizemos juntas um abrigo
Nos destroços de um velho cometa

Fomos donas da imensidão
Fugimos das quedas por um triz
Sobrevoamos crateras pretas
Camufladas nas noites cinzentas

Mas senti ondas calorentas
Quando trouxe o sol comigo
Eu não pretendo, mas consigo
Provocar as estrelas ciumentas

E eu mesma duvido do que fiz
Pousei em todos os planetas
E compreendi a minha vastidão
Quando abri as asas da razão.

Wasil Sacharuk

A Busca


A busca

“Quanto tempo temos antes de voltarem, aquelas ondas?
Que vieram como gotas em silêncio, tão furioso.
Derrubando homens entre outros animais,
Devastando a sede desses matagais.
Devorando árvores, pensamentos, seguindo a linha,
Do que foi escrito pelo mesmo lábio, tão furioso.
E se seu amigo vento não te procurar,
É porque multidões ele foi arrastar.”
(Eternas ondas – Zé Ramalho)


A busca

É madrugada e se pode claramente ouvir os passos. São curtos e rápidos. Os cabelos da mulher estão totalmente ocultos pelo capuz negro que revela apenas pequena parte da face de pele muito branca. E ela avança pela escura ruela banhada por uma contínua e espessa chuva que promete não se esgotar. Molhadas, as vestes negras aderem totalmente às formas do corpo da mulher.

—É preciso encontrá-lo já e me antecipar ao vento que quer tomá-lo de mim.

As águas que caem do céu encontram o chão de pedras e, quando unidas ao sopro drástico do vento, compõem um misterioso som que se apodera do vazio noturno. A tormenta obriga a pressa dos passos.

—Talvez não haja mais tempo para dissuadi-lo!

O lado direito revela o caminho que deve ser tomado e conduz inevitavelmente à velha ponte. Faz-se necessária a travessia para quem quer seguir o rumo que alcança o alto do monte.

O capuz molhado ainda absorve a chuva que se mistura às lágrimas que descem pela suavidade do rosto jovem.

Passos decididos vencem a travessia da ponte e investem cansados contra o alto. A força supera a pressa e no frágil corpo transparece toda a angústia e o desespero. Incontáveis passos firmes serão ainda precisos sobre o solo enlamaçado que conduz ao topo.

— Estará ele ainda lá?

A fadiga mina a vontade e debilita a matéria. Ao cessar das forças, a natureza se encarrega de orquestrar o ato final.

Com os joelhos afundados no barro a mulher tem as lágrimas secas pelo espanto. Por um breve instante cessou todo o medo, mas não há mais fôlego.

Surgindo pleno de glória da margem do precipício, um homem abre os braços prontos a se agarrar ao mundo e, tal como um corajoso pássaro, desafia a grande chuva e as alturas, em nome da liberdade.

Wasil Sacharuk

Viagem astral - acróstico



Viagem astral - acróstico

Voa comigo no sonho infinito
Inusitando os espaços meus
Asas abertas como no mito
Girando a terra como um deus
Esqueça o peso do mundo aflito
Mova as nuvens dos nossos ceús

Abertas as portas do paraíso
Sobrevoamos a vida como balão
Traduzidos os segredos da lua
Recobrindo oceanos com sorriso
Anuncio de uma nova estação
Lançada no sonho da deusa nua.

Wasil Sacharuk

Sou o que sou - acróstico



Sou o que sou - acróstico

Seria eu versos sem rima
Ocultadas em vasto véu
Ultrajante de minha sina?

Ora, eu sou o que sou

Quiseras domínio de mim
Único, soberano e supremo
Estruturando o meu fim?

Sou eu a deusa minha
Ornando meu próprio céu
Unica, singular e sozinha!

Wasil Sacharuk

Embriaguez de amor - acróstico

Embriaguez de Amor

Entornaste o amor
Misturado ao querer
Bebericaste como licor
Reinventaste o prazer
Incontrolável e voraz
Amor eficaz
Gotas de mim
Uivos dizem sim
Entornaste o amor
Zigue-zague e torpor

Doses de loucura
Ébrios de doçura

Assim me mostraste o céu
Mal senti os pés no chão
Ousei versos no papel
Ri das manhas da nossa paixão.

Wasil Sacharuk

Cromático blues

Cromático blues

A escolha pelo verde
Deixou o beijo mais ardente
E uma luz vinda da noite
Balançou a seda rosa
Encantou a platéia amorosa
Tornou-se viva, única, harmoniosa

Do amarelo, veio o eterno
Quis o sonho deixar singelo
E a vida antes aborrecida
Abriu-se flor colorida
Amainou a solidão
Fez da trilha pura emoção

Tudo pareceu tão vermelho
Como refletiu no espelho
Uma imagem enfurecida
Enrubrecida quente ira
Na carne ardeu a sensação
A rubra cor do coração

E a canção era um blues
Entristecida nos azuis
Gritou solos distorcidos
Como colírio pros ouvidos
Pintou rainha das sereias
Como tingiu as minhas veias

Dhenova & Wasil Sacharuk

poetisa Dhenova

Canção do Desengano

Canção do Desengano

Não sei se deu canção dessa sina
Sequer se fiz bolero ou milonga
Experimentei soprar a ocarina
Depois toquei viola e bati conga

Não sei se deu canção do desatino
No solo em desalinho e contramão
Toquei destino em solo de violino
Num chão de contrabaixo e violão

Talvez essa melodia não seja bela
Eu compus assoviando na janela
Onde escrevi canção do desengano

E encaixei a letra na cadência
Pensando nessa tua insistência
De não cantar comigo ao piano.

Wasil Sacharuk

Dois cálices

Dois Cálices

Vem e entorna o vinho
Para matar essa vontade
Para beber de mim
É preciso rir da verdade
Inventa mais uma dúvida
Para acender o meu fogo
Inverte o giro do mundo
E vira a mesa do jogo

Na languidez
Vem
Beba
Tenha
É a sua vez

Vem, tens o caminho
Percorre com liberdade
Leva até o fim
Com uns toques de maldade
Faz eu ouvir tua súplica
Antes deixa que eu rogo
Dispensa o papo profundo
Bebe o vinho e vem logo.

Seja cortês
Seja
Aquela
Que deseja
Na minha vez.


Wasil Sacharuk

A Festa

A Festa

Nas tortas trilhas da menina
Com suas pegadas na areia
Encontraria a sua sina
Numa estranha caixa cheia

Nenhum confete e serpentina
Nem mesmo rabo de baleia
Quiçá despacho pra esquina
Ou fantasia de sereia

Havia encontrado o presente
Era um convite tão diferente
Que marcava um lugar e um dia

Leu cada palavra atentamente
Então aguardou ansiosamente
Pelo dia da festa da poesia.

Wasil Sacharuk

DIAS DE LUTA - acróstico

Despertai do nosso solo sagrado
Irmãos de paz em tempo de guerra
Alcançai a vida, vêm sobre a terra
Semeada no sangue derramado

Deuses da luta, retomai a vida
Evocados pela prece proferida

Libertai nosso povo desse domínio
Unindo o poder de vossa bravura
Travai a luta, eis o vosso desígnio
Anunciando o fim da noite escura.

Wasil Sacharuk

Poema noturno

Poema noturno

E no aborto dessa poesia
O descuido fértil da mente
Lei vã das letras ignorada

Nessas palavras dedilhadas
A rima primeira é a semente
E a primeira estrofe é vadia

E o que o pensamento diria
Sobre tudo o que se sente
Nessas teclas desesperadas?

As escansões são dissecadas
Juntando os pedaços da gente
Desencontrados na noite vazia.

Wasil Sacharuk

Nova Esperança

Nova Esperança

Deixa a alegria sarar a ferida
Abraçar a nostalgia atrevida
Busca num poema o ponto de partida
Encontra, então, a magia da vida

Na mágica de um passe de fada madrinha
Num toque de varinha
No compasso do passo que a vida caminha
Se a tristeza engatinha

Deixa o ar puro invadir tudo
Abraçar o futuro imundo
Busca no leito frio o beijo mudo
Encontra, então, harmonioso absurdo

Na harmonia o segredo que a dor escondia
Numa doida mania
Vacinar contra o medo em prosa e poesia
Esperar novo dia

Deixa a luz entrar pela janela
Abraçar o momento sem espera
Busca no olhar vazio a quimera
Encontra, então, a vida sempre bela

Na beleza do espaço da vida que dança
Dancinha de criança
Deitar no regaço da nova esperança
Onde a alma descansa

Dhenova & Wasil Sacharuk



poetisa Dhenova

Para onde vou...

Para onde vou...

Para onde vou, afinal?
Sabe, eu nem sei ao certo
Retirado no Tibete ou Nepal
Talvez eu seja mais esperto
Mas a conjuntura nacional
Só me deixa boquiaberto
O pessimismo fica tão natural
E o otimismo é algo incerto.

Wasil Sacharuk

OPORTUNIDADE - acróstico



OPORTUNIDADE - acróstico

Outra chance pode não ter
Portanto, aproveite agora
Oportunidade pra não perder
Resta então fazer na hora
Trabalhe pelos objetivos
Um a um e sem demora
Não te faltam incentivos
Investe mas não explora
De todos os fatos ativos
Alguns são uma raridade
Dos eventos relativos
Aproveite a oportunidade.

Wasil Sacharuk

DOMÍNIO

DOMÍNIO

Eu precipito o teu gesto
Eu analiso o teu sonho
Eu acho tudo normal

Eu limpo todo o teu resto
Faço teu mundo enfadonho
Eu me mantenho ilegal

Eu sei, no fundo, não presto
Eu não confesso ou deponho
Eu sei como é no final

Wasil Sacharuk

PESSOA... PESSOAS...PASSOS

PESSOA... PESSOAS...PASSOS

Pessoa, ah como eu queria
Encantar-te com o que invento
Seria o que então eu faria
Se eu possuísse o talento
Ouviria o som da poesia
Abraçada ao sopro do vento

Pessoas, ah como eu queria
Encantá-los com meu intento
Seria o que eu tentaria
Se eu não fosse tão lento
Ofuscado pela melodia
Atada a um novo rebento

Passos, estradas que enfrento
Anunciando a total alegria
Será quando chega o momento?
Será que eu não desistiria?
Ousaria outro passo sedento?
Será o que dará garantia?

Wasil Sacharuk
fevereiro 2009

Sabotagem

Sabotagem

Fostes embora da cidade
Não sei se voltas algum dia
Levastes toda a bagagem

Eu tinha tanta saudade
E olhava tua fotografia
E no verso uma mensagem

Amor, te amo de verdade
E tu jamais me deixaria
Isso seria sabotagem.

Wasil Sacharuk

Eu e meus sonhos

Eu e meus sonhos

Quando eu sonho eu sou livre, sou insconsciência e estou consciência. E sonhando eu me encontro com um nível elevado de mim.

Acordo com uma estranha sensação de que algo ficou marcado em meu íntimo e, creio que, por consequência, alguma sensível transformação ocorre na forma como eu trilho meu caminho. Tudo o que sinto é que já não sou mais o mesmo de antes do sonho. Alguém que entende dessas coisas, um dia desses, me disse que, quando eu sonho, vou buscar nas minhas dimensões mais profundas a essência de uma informação que será útil no desenrolar dos eventos da minha vida. Se for isso mesmo, que sejam bem-vindas as premonições.

Se eu aprendesse a interagir conscientemente na dimensão dos meus sonhos, me libertaria dessas amarras da razão e dançaria no simbolismo e na distorção. Acredito que depois disso eu passasse a tomar decisões mais acertadas.

È sonhando que percebo parte do todo que me compõe. E nessa comunhão com meu universo interior eu encontro aquele deus em formação que mora dentro de mim e fica relegado ao esquecimento. São os sonhos mais do que meus bons amigos, são sábios mestres.

Wasil Sacharuk

Catilinárias Primeiras


Credo!

Cruzes!

Como calar
Catilinas?

Com cano curto
Calibrado?

Com canhão,
Companheiro?

Cale Catilinas
Cantando

Cante cantigas
Comoventes

Catilinas calará
Contente
Crente
Calmo
Curtindo calado

Colabore com Catilinas
Crie coisas
Compatíveis
com carinho

Caminho comum
Crispar Comunicando
Caminho crespo

Criatividade cabe!

Cumé, conseguiu calar Catilinas?

Catilinas caminhe cantando
Cantando canção
Cabeça criativa
Cantarolando

Catilinas, cuide
Cale com crença
Cantando
Cantiga
Como criança

Catilinas caduco?
Claro!
Caduca com coisas
Caduca caminhando
Caduca cantando
Cantarola caducando

Catilinas, capeta!
Cruel camarada
Comanda carpeta
Com cota casada

Catilinas, cala
Cabeça caduca
Cavalgante cavalo
Cachorro cretino

Cala
Cantando cada canção
Catilinas, cala
Consertando computador
Calafetando coador

Caga Catilinas
Caga comigo
Caga com coisas
Caga cocô,
Catilinas cuide, cocô

Cala, crie, controle
Catilinas
Coma como canibal
Comece com carnaval

Canalha, Catilinas
Canalha
Cuspindo cara
Casado com capitalismo

Consome
Crédito
Custo, Catilinas, custo
Capitalista cachorro!

Cala cafajeste!
Cabeça confusa
Crime constante
Crueldade crucificante

Cala comendo caviar
Creme cassata
Castanha caju
Conte comigo

Cumé, consegui calar Catilinas?

Cuidado!
Catilinas conversa...
Cacete, Catilinas!

Calado Catilinas caiu
Caiu crucificado
Caiu cativo

Creia,
Catilinas caiu!

Cabisbaixo
Catilinas cabeçudo
Caiu com cantiga

Cantei, cantei
Cantei como
Cardeal
Catilinas cambaleou!

Cavalo cocho
Corcunda
Capenga
Cabeçudo...
Caiu!

Caluniado caiu!
Comendo cadela
Cabaré Camafeu
Calhorda!
Canalha!

Comeu cadela?
Coisa cruel
Credo!
Cafajeste cretino!

Caiu catatônico
Candomblé cabinda
Caveira com capuz

Caiu carbonizado
Cardíaco
Canceroso

Catilinas cadáver
Cafua com caixão
Caiu calejado!
Calou Catilinas
Calamidade!

Carrega caixão
Com Catilinas
Cremado?
Cozido?

Comer Catilinas cozido?
Cruzes!
Cabeça, clavícula
Costela, cu, coração

Caiu cavanhaque
Cramulhão
Caiu Catilinas
Covarde!

Catilinas caiu

Cruz-credo!
Cadê cadáver Catilinas?
Caminhou?

Caminha Catilinas!
Catilinas!
Caminha camarada

Clama caminhar
Capengando
Cocho
Claudicante
Clama, Catilinas, clama!

Canários cantam
Candango cuida capataz
Capina capim

Cães comem
Carne carcomida
Com couro, cabelo
Cães comem Catilinas,
Coitado!
Colostomia, Catilinas
ca, ca, ca, ca, ca

Cômicos cachorros cretinos!
Comeram carne Catilinas
Como corvos!
Cria cuervos Catilinas!

Catilinas
Caráter caricata
Comeu comida
Cachaça
Carne cara, costela
Caviar comeu com careta

Clássico carrasco, Catilinas,
Cauda comprida como cascavel

Cria e crê, Catilinas
Como clarividente

Colostomizado
Combalido
Catilinas comanda comédia
Com comedida comoção

Cuidado, Catilinas
Castração
Cortando coisas caras!

Completa, cara
Completa copo cachaça
Catilinas cambaleia
Como criatura confusa

Corrija-se Catilinas
Cobra criada

Catilinária cansa
Cachorro come criança?

Contrata capanga
Compra carro
Cria coelho
Come couve com coelho
Camarão com casca
Com cabeça cocô
Come cação
Coloca curry
Caldo carne

Confere cardápio
Corta calorias, Catilinas!

Crueldade
Capacidade
Conquista consideração
Cavalga cavalo

Cafunga coca
Cochando cannabis
Corta cabelo
Cuidando careca

Convoca criada
Coloca café
Com creme
Caneca colher

Concordas Catilinas?

Catilinas concordou
Conversando calmamente
Com concisão
Com clareza
Com coerência
Com coesão

Concordou com:
Confundir contrato
Criar confusão
Conceituar coisas
Comer capim
Capim? Cruzes!
Catilinas comendo capim
Como cavalo
Cá cá cá cá

Colocou carpim
Calçou calçado
Cadarço
Cueca
Calça
Camisa
Contraiu colarinho
Cortou cabelo

Caminhou
Comeu
Cambaleou
Colocou cabresto
Cantou canção
Catilinas calminho!

Catilinas calou
Calado como criança cagada

Crenças?
Catilinas crê
Crê catimbau
Crê capeta
Crê comércio
Crê construção

Catilinas construiu casa
Com concreto
com capacidade
Com criatividade

Cabia comida!
Catilinas comeu contente.
Comeu carne crua
Cortada com carinho
Comeu carambola

Coisa comovente:
Contraiu casamento
Com Carmen
Contudo casaria
Com Cleide

Catilinas, Catilinas...
Costuma criar confusão
Criatura confusa!
Criatura carente carinho

Crê capeta, Catilinas?
Cruz credo! Catilinas crente
Catilinas confunde cabeça
Com coisas como coca, cola...
Cana! Catilinas, cuidado!

Corre carnaval
Cortando calcinhas
Cortando corações
Costure Catilinas!

Catilinas corre cobrador
Cartão crédito
Compra com coragem!
Compra coisas comuns
Compra coisas caras
Constitui contas
Contas...contas

Crédito cortado
Crueldade, Catilinas
Contacte credor
Converse cantando
Com carinho
Com critério

Conquiste crédito
Compre coisas caras
Compre coisas comuns.
Comuns, Catilinas?
Coisas caras combinam
Contigo Catilinas!

Catilinas caminhava calmo
Catilinas convidou cãozinho
Carinhou, conversou...

Catilinas cuidou cachorro
Com coleira, com cuidado
Com carinho, com comida

Comprou comida comum
Com carne crua, cozida

Catilinas cuidou com carinho
Cuidou como cuidaria coisas caras
Cativou cãozinho
Comprou coleira
Cálcio, claro, cálcio
Catilinas comanda cachorro
Cachorro conhece Catilinas
Cachorro cria carinho
Corre contente com Catilinas

Como Catilinas consegue
Cativar coração cachorrinho?
Cativa com canção
Cativa com cafuné
Carícia cabecinha cãozinho
Coisinha!

Catilinas comete caridade com cãozinho
Como cristão...
Como crente cristão
Catilinas convertido cristianismo
Catilinas conversa com clérigo
Conversa com cardeal
Comemora corpus christi
Catilinas cambiou cabeça!

Catilinas convertido
Como cristo cravejado

Cristo Catilinas coitado
Caiu cravejado crucificado
Como cristo cristão
Credo!
Catilinas convertido
Comunga casa cristão
Come corpo cristo
Como crente comum

Catilinas confuso...
Caiu controle cabeça Catilinas

Criatura crente cristão convertido
Catilinas confuso cometeu crime:
Comprou cannabis
Cavucou, cavucou
Cuspidela
Cafunga... cafunga...

Catilinas confunde coisas
Confuso...
Catilinas confuso comete coisas
Como criança
Como criança capeta
Cruz credo, capeta caído
Cristianismo condena

Catilinas comeu corpo cristo
Com café
Com carne cortadinha cubos
Come corpo cristo como come croissant
Catilinas convencido corta croissant
Com canivete
Corpo cristo Catilinas come com colher
Coisa curtinha

Crueldade!
Catilinas cuspiu cabeça cachorro!

Catilinas consentiu
Consentiu com criaturas comuns
Como conquistar continente

Costurou camisa carmim
Com colarinho colorido
Calças curtas com corte cômico
Catilinas contente começou conquista:

Conquistou cavalgando cavalo
Conquistou cruel carniceiro
Czar Cazaquistão

Czar Cazaquistão
Cativo copulador
Cantava canção cafona
Comendo czarina
Com coisa colossal

Czarina contorcia
Com criteriosa criatividade

Catilinas confuso
Cometeu carnificina
Clamou com criador cristão
Conferindo cabeças cortadas

Catilinas campeão!

Catilinas conquistou Cazaquistão
Conquistou coisas caras
Cometerá coito com czarina
Corneando czar cadavérico

Catilinas converterá criaturas Cazaquistão
Com conversas cristãs
Consolará crianças carentes
Controlará campos cavalgando cavalo

Catilinas campeão Cazaquistão!
Cantaremos Catilinas
Convocaremos cazaquistaneses
Criados, cozinheiras, copeiras,
Capatazes, colonos, concertistas

Comeremos caviar
Conhaque cortesia casa
Catilinas conquistador
Campos cazaquistaneses

Credo!
Cavalo comeu capim campo cazaquistanês
Catilinas cuidando cavalo comer
Caiu costas! Coisa cruel!
Catilinas capengando campos Cazaquistão

Coitado Catilinas!

Catilinas cuidará costas com carinho
Catilinas conta com comer czarina

Cruzes Catilinas!
Continuas cretino.

Catilinas capenga conseguiu cura!
Conta cometer coito
Com czarina conforme combinado

Caberia Catilinas contaminar corpo
Com cachaça
Contudo, Catilinas cristão...

Catilinas convertido
Canta canção cristã
Com credulidade
Com comoção
Contagiante Catilinas cantando
Cantando canção composta
Com carinhoso coração cristão

Catilinas comovido crê cristianismo
Cristão correto
Conduz coisas conforme consta coríntios

-Calado, Catilinas! - Comandou Czar
-Confesse crime! - Continuou czar conversando calmamente

Contudo, Czar corneado
Considerado correto
Conseguiu convocar congregação

Conferiu calhamaço
Cantou congregacionistas
Contra Catilinas

Calhamaço contra Catilinas consta:
Catilinas cometeu crime cruel!

Considerado culpado?

Confinar corajoso Catilinas cadeia
Crueza contra criatividade
Castigo colossal
Coisa contraditória
Contra códigos comuns!

Catilinas começou contando coisas
Conforme consta calhamaço:
Comeu coisas caras
Cometeu coito com czarina
Cortou cabeças
Conduziu cazaquistaneses
Cativou crianças carentes

Castigado com crueldade
Catilinas confessou!
Continuou, contudo, corajoso
Consistente

Czar conduziu Catilinas cadeia!
Czar contente
Cantando canção carnaval

Catilinas condenado cadeia
Conforme critérios cazaquistaneses
Conforme conduta comum

Catilinas criminoso comum?
Contradição!

-Canalha! Catilinas cabisbaixo
Czar cruel calunioso
Corno cretino!
Cuspiria cara czar!

Catilinas comovido
Consulta coríntios
Como crente cristão

Catilinas cadeia consumiu crack
Com cachimbinho composto
Cannabis costume cadeia
Como comida, colchão

Catilinas curte cabeça confusa!
Comeu cu criminosos
Cativou carrasco

Cabrum!
Catilinas cabulou cadeia.

Caramba!
Catilinas criatura cabalística!
Cabulou cadeia...
Criou confusão

Czar conservou condenação
Catilinas cavou cova czar
Coitado czar!

Catilinas contribui
Com criaturas carentes
Cafajestes
Criminosos
Cardiopatas
Criancinhas

Catilinas contribui
Como cristão caridoso
Conversa com cristo
Condenando capeta

Catilinas candidato!
Catilinas concorre
Concorre com competência

Concorre cargo confiança
Comandando Cazaquistão

Catilinas carismático consegue!
Colado como carrapato
Consegue confiança cazaquistaneses

Carro carrega Catilinas
Com castas cazaquistanesas cantando:
Catilinas! Catilinas!

Catilinas conheceu
Carinhosa cachopa carmelita
Com carinha criança
Casada com cristianismo

Catilinas corrompeu castidade!
Caramba, Catilinas!

Contarei como Catilinas
Conheceu Catarina Cristina
Carinhosa carmelita
Com carinha criança
Casada com cristianismo:

Catarina Cristina
Cândida criança
Carmelita convertida

Catarina Cristina
Conversava com cristo
Coisas cristãs comuns, como:
Conceda caridade
Conceda comido
Conceda carinho
Conceda como comprar coisas congregação cristã
Conceda cálice

Catarina Cristina
Conheceu Catilinas
Cantando cantiga cristão
Concílio Cristão Cazaquistão

Catilinas cantava
Com competência cara
Catarina Cristina curtia
Com credulidade

Catarina Cristina cumprimentou Catilinas
Catilinas confuso confundiu carinho!
Criatura cabalística convidou
Catarina Cristina conhecer cama

Catarina Cristina consertou
Convidando Catilinas
Conhecer caridade
Congregação cristã Cazaquistão

Catilinas conduzido conheceu
Caminhou, curtiu, cantou

Contudo, Catilinas combinava
Como cavalgar cama com
Catarina Cristina

Concedia carinhos

Catarina Cristina condenava
Criatividade cretina Catilinas

-Calma, Catilinas, cristo cuidando!

Catilinas começou conquista
Com cativante comoção

Conduziu Catarina Cristina
Cômodo com cama

Concedeu coisa colossal
Catarina Cristina caiu!

Catilinas comia
Catarina Cristina contorcia

Catarina Cristina
Cândida cachopa cazaquistanesa
Compareceu com critério
Coisa colossal

Catilinas calhorda
Corrompeu carmelita

Catilinas cristão comunga
Catilinas conversa:
Conceda carinho
Conceda...

Colheita começou...
Cana colhida
Com cuidado

Colheram castanhas
Campos cobertos

Crianças correm...
Colibris cantam...

Capatazes cansados
Clamam casa
Comer comida caseira

Comerciantes contentes
Com compra clientes
Consequência comemoração cristã

Colaram cartazes
Com comunicado:

Catilinas, criatura cabalística,
Conforme Carreira comentou,
Comete costumeiramente
Crimes cruéis
Contra criaturas comuns

Caçam Catilinas como cães

Catilinas calado
Criteriosamente calado...

Cardeal comunicou:
Conforme consta contrato cristão,
Catilinas carece comparecer casa cristã
Cumpre Catilinas casar com Catarina Cristina,
Como comanda cristianismo:
Comeu, casou

Catilinas com caneta
Concordou contrato

Catilinas caído
Com coração cortado
Coitado Catilinas
Casará contrariado
Com Catarina Cristina

Catilinas contrair casamento?
Catilinas consulta com cuidado
Conceito cristão casamento...

Cardeal cristão conversa
Com Catarina Cristina
Carregando criança colo

Criança colo Catarina Cristina
Conhece Catilinas como criador

Cardeal consente casamento
Criança colo carece comer

Catilinas, caçado
Cansado correria
Comovido com criança
Concorda casamento!

Cardeal cristão
Convocou Catilinas conversar

"Caro Catilinas,
Compete cristão crente
Comungar comendo
Corpo cristo
Concorda, Catilinas?"

Catilinas concordou
Com cardeal
Conforme compete
Cristão crente concordar

Claro, Catilinas
Concordar cardeal

Cardeal cristão convicto
Comandou concílios
Comandou congregações
Comunga com crença
Comendo corpo cristo

Cardeal comprou
Carro canadense
Comprou caro
Contrabandista castelhano

Cardeal comprou casa
Com cancha cardeal correr Cooper
Com companheiros cardeais
Cantando canções cristãs
Cantigas criança
Canção creu

Comprou criação cavalo crioulo
Comprou com cortesia
Compadre Coronel
Caro companheiro cachaça
Companheiro canastra

Conta Catilinas
Compadre Coronel
Companhia cardeal
Conquistaram coração
Coroinha Cacá

Catilinas conta
Cardeal contraiu caso
Coroinha Cacá
Cruz Credo!

Cardeal conheceu
Coroinha Cacá
Criancinha colo

Cacá comemorou catorze
Cardeal convidou
Cacá coroinha cristão

Catilinas concorda cardeal
Claro, Catilinas conhece
Camarada cardeal

Continuará concordando
Conforme comanda cristianismo

Catilinas, crédulo
Concorda comer

"Caro cardeal, concordo comer
Catilinas comungará
Contará crueldades
Contará canalhices
Contará como corrompeu
Catarina Cristina
Cristã convicta
Como cardeal cristão

Catilinas comunga
Conquanto caro cardeal
Conte como consegue
Comer criancinhas?"

Catilinas, cretino
Comeu coisinha crocante
Com catchup!

Catilinas, cardeal...
Conversa comum...
Catilinas, cardeal
Companheiros...
Como contrato comercial
Como casamento combinado

Cretinos, cruéis,
Cafajestes,
Crápulas

Cardeal continuou conversando:

"Catilinas, camarada
Conquistasses coração cardeal
Com criatividade
Com caridade cristã"

"Continuas curtindo
Casamento com Catarina Cristina?"

"Casamento cristão com
Concordância cardeal!"

"Considere camarada Catilinas:
Como conquistar coração
Catarina Cristina
Cantando canções cristãs?"

Clérigo concluiu categoricamente:

"Considere cantar
Canções comerciais
Cantores comuns como
Cauby, como Cazuza
Como Caetano"

Conselho cardeal,
Caro companheiro:

"Cantar como Cauby
Com cabeleira comprada
Com creme caro cara,
Condicionará Catarina Cristina
Conduzir Catilinas
Cafungar calcinha"

"Cuidado Catilinas,
Considere com carinho
Conselho cristão"

Cardeal contente
Catilinas considerou conselho

Cardeal conduz capela
Com coração cristão

Catilinas caminha comércio
Comprar canções Cauby
Cabeleira
Creme cara

Comprou Catarina Cristina
Calcinha cor café, cara
Com coraçõezinhos coloridos
Com coisinhas costuradas...

Catilinas, Catilinas
Cachorro canastrão
Cai cara calcinha
Catarina Cristina

Catarina Cristina contente
Com cara Catilinas calcinha
Com conselho cardeal
Com canção Cauby
Com cabeleira crespa Catilinas...

Catilinas,
Coloque creme com critério
Conforme comandou comerciante.


Sacharuk