Roda da Fortuna


Roda da Fortuna

Ainda busco qualquer sentido
no décimo maior arcano
nos velhos registros escritos
a acordar meu presente aos gritos

espero encontrar novo ano
um oriente melhor definido
nem obscuro e nem retraído
em lâminas de tarot cigano

que libertem os proscritos
e se façam heroicos os mitos
nas leituras engendram o engano
dos destinos mal-resolvidos

além do olhar secular reprimido
quem deixar de mudar é insano
reviver o passado nos ritos
e saudar ao presente aflito

embrulho as cartas num pano
Vejo a cor do sonhar colorido
vislumbro o futuro absolvido
e o meu mundo bem mais humano.

Wasil Sacharuk

Inspiraturas