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Para limpar do mal o coração



Para limpar do mal o coração

A igreja velha ao demônio anuncia
Como princípio ativo de todo o mal
E não falta exorcista de plantão
Disponível por uma contribuição

Tão metafísico que parece natural
Nasceu no mito morreu na filosofia
Tem a prática da maldade como guia
E raciocínio no seu corpo de animal

Sobreviveu à pirotécnica purificação
Não foi assado no fogo da inquisição
Pois se escondeu na doença visceral
O anjo caído que a verdade renuncia

Portando dor e a porcaria que vicia
Com mais valor e influência anormal
E os atores que interpretam possessão
Tem os grilhões do poder da oração

E no discurso marqueteiro emocional
Que agora nova indústria reverencia
Satanizar voltou à moda nesse dia
E bate à porta da igreja mundial

Como um encosto na raiz da aflição
Com egoísmo e o dom da destruição
E sorrateiro o seu tempo sem final
Já sem chifre e nem rabo restaria

Conhecimento de si mesmo tem valia
Aceite então sua feiúra natural
O seu demônio não supera a razão
E bem atado depois da condenação

Bem melecado no azeite universal
Que na cara do malvado jogaria
Traz ganância, imoralidade, pedofilia
E assistimos a essa cena teatral

Mais milagrosa que a saga do abraão
Que não convence quem não tem religião
O amor próprio não gasta o seu metal
Já que liberta e não traz idolatria
É o que basta pra limpar o coração.

Wasil Sacharuk