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Balaustrada


Balaustrada

Coisas da vida são como torpedos 
Que explodem sem dó na minha cara 
E a vida escarra desgraça, vida sem graça 
Só vejo luz entre à balaustrada 

A vida está negra e não há luz na poesia 
Estou sem cama e sem companhia 
E no último poema que escrevo 
Sem rima, sem métrica e com erro 

Sem a amiga e seu toque da mão 
O toque que mostrava o norte 
E acolhia a dor da ânsia louca 
E assim fecho a minha boca 
E os dedos não bolinam o teclado 

Eu e meu eu, meu torpedo apontado 
Na busca do eu, mais desapontado 
Com medo da vida, com medo da estrada 
Vou ser balaústre da balaustrada. 

Wasil Sacharuk