Tua Boca


Tua Boca

No teu abismo me desfaço
das armadilhas inconscientes
então me permito, incoerente
a deter o medo e o cansaço

libertado do que é aparente
deslizo nas curvas em descida
e me perco na ilha perdida
a beber da tua água na vertente

sequer penso em achar a saída
se tua boca transcende atrevida
a proeza etérea do hálito quente

Provo beijos em tons eloquentes
magia servida em lábios quentes
a roubar o controle da minha vida.

Wasil Sacharuk

Inspiraturas