Castelo de Areia


Castelo de Areia

Se queda meu castelo de areia
Refaço com o barro a edificação
Sou como abelha na casa de mel
Sou a caneta que risca o papel

E faço o poema da alucinação
Que brota, rebenta, incendeia
A furia ardente, sangue da veia
Encontra o limite na educação

Sem palavras putanas sem veú
Sem capetas de fogo no céu
Faço poesia da minha redenção
Que grita, balança, ri e anseia

Casa de mel com a rima é cheia
Castelo de barro fiel construção
Papel e caneta que fundam o léu
Tal como areia empilha mancheia.

Wasil Sacharuk

Inspiraturas