Grito da alma



Grito da alma

O eco da alma que grita
Reduz a pausa silenciosa
No ventre de fêmea ressoa
Dói dentro quando ecoa

Uma cutucada preciosa
A alma que grita é aflita
Avança, encolhe e agita
Gélida água fervorosa

O que será alma na pessoa?
Será um espectro à toa
Na roda das sortes revoltosa
Só existe enquanto habita

A alma ao corpo excita
Bate nos flancos desastrosa
Mas toda vez que o sino soa
Repete da história parte boa

A alma suplica verso e prosa
Deixa o rastro na hora bendita
Perfaz uma rota distinta
E vai embora esplendorosa.

Wasil Sacharuk