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Manifesto do Eterno Regresso

Manifesto do Eterno Regresso

Escrito no Gita das folhas abertas
Arjuna busca as claras respostas
Indaga de Krishna o sentido da vida
A causa que força cruel e atrevida
Quem não quer ao destino dar as costas

A quem não crê evidências tão certas
A quem não abranda as feridas abertas
A quem compreenda as verdades impostas
Se o Cosmos conspira e o karma valida
Marca com Cronos a história estendida

E do homem buscar parte significativa
E do mundo cobrar as notas das contas
Se pode pagar com esforço consciente
Fechar o ponto cego que cega a mente
Das perspectivas entortadas nas pontas

Entender a desafortunada expectativa
Investigar a experiência retroativa
Elementais que trazem mensagens prontas
O passado respira a história presente
E sobrevive ao futuro tão insistente

E a vida emprestada aos pensamentos
Responde com as ações transcendentes
Que funde na vida um espírito eterno
Não existe um céu e nem mesmo inferno
Sempre tem vida nas outras nascentes

Dualidades presentes em todos momentos
Temperam os tempos com chuvas e ventos
Invencível mistério que planta sementes
Germina e cresce no jardim mais interno
No fluxo perpétuo dos dons conscientes

O que começa acaba, renasce, recobra
Noite dos tempos na penumbra dos dias
A única certeza é que existe mudança
Encontra na morte com a vida a aliança
Parceiras de dança e de muitas orgias

A cadeia de eventos refaz toda obra
A morte orienta o que a vida manobra
Nega base segura para as filosofias
Se da carne que arde renasce criança
Os registros akashicos sugerem bonança.

Wasil Sacharuk