Wasil Sacharuk escreveu:

Rosa vermelha orquídea negra

Rosa vermelha orquídea negra enquanto dormes contarei-te as novas das mil e uma longas longas longas noites silenciosas ent...

poema do caos ao ocaso

poema do caos ao ocaso

as lanternas acesas
apontam o caos ao ocaso
desfilam luzes veredas
lumiam doces sentenças
da crosta ao espaço

murmurante heresia
sem temor ou tormenta
num raio num traço
num verso de poesia

wasil sacharuk

do-caos-se-faz-a-ordem-min

minhoca na praia

minhoca na praia

vara madura
de pitombeira
linha de nylon
vintecinco
pega peixe pequeno
que corre na beira
pega peixe metido
que corre arisco

wasil sacharuk

478244013

estrelas te vigiam abismadas

estrelas te vigiam abismadas

aceita-te assim
bicho selvagem
sem maldades
nenhuma bagagem
nenhum controle

aceita também
as tuas metades
o desgaste dos ossos
do teu ofício
os excessos e os vícios
o tesão e as vaidades

aceita o sacrifício
que demandam os ritos
e outras tolices
abraça as crendices
mesmo que nelas
não creias

aceita que estrelas
te vigiam abismadas
ora brilhantes
ora ofuscadas
elas te julgam
pela tua inocência

aceita a falsa ciência
dos que falam de amor
ocitocina adrenalina
borboleta e flor
que tanto dizem
sem nada explicar

aceita a falta de ar
os ditames da dor
a vida corroída
a comida estragada
as águas que sanam
transportam venenos

wasil sacharuk

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Vácuo

Vácuo

vaga vasta
vivos vãos
variante vacilo
vácuo

ventos virão
virarão vendaval
valentes vertentes
varrerão vilipendios
varrerão vilanias
vereis

vacas vadias
visitarão vossas várzeas
vossos vales verdejantes
virão vorazes
venderão vaginas
valendo vagos vinténs

vegetarão velhos
valsando vertigem
virando voltas
vomitarão verdades

vaga vasta
vivos vãos
variante vacilo
vácuo

vários viventes
venerarão vagabundos
vândalos vampiros
venderão votos
valendo vagos vinténs

vosso veneno
vacina viral
vossos vermes
voarão velozes
vomitarão verdades

ventos virão
virarão vendaval
vereis

wasil sacharuk

ventania-chuva-cabo-frio-ciclone

Ofício das notas

Ofício das notas

nada pretensa
envergo a poesia
que sangra o sentimento
ao passo que pensa
as dores do dia
os climas e tempos

carrego o intento
que enxerga magia
no viés das coisas tortas
para adornar de encantos
emprestar a alquimia
ao ofício das notas

nada de tensa
enxergo a poesia
que traz contentamento
e ao passo que se adensa
agrega harmonia
a todos os templos

vai nos pés do vento
dançando euforia
e assopra o pó das coisas mortas
e pra reanimar os seus cantos
devolve os passos da alegria
ao vício das coisas rotas

Lena Ferreira & Wasil Sacharuk

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poetisa Lena Ferreira

Seara